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Pare de trocar de dieta e coloque foco no que realmente funciona para você.

Parte da nossa autoestima está relacionada com menores níveis de gordura em nosso corpo. E as informações que temos disponíveis na internet são muitas vezes conflitantes.

Devemos consumir ou não carboidratos integrais? Devemos consumir mais gorduras saturadas para construir músculos, ou elas vão causar doenças cardíacas? A maioria as pessoas têm opiniões muito fortes, e a moda recente é afirmar que os carboidratos são “ruins” e as gorduras saturadas são “boas”.

Abra o Google e procure a melhor dieta para atender suas metas e você será bombardeado com diferentes opções. Devemos seguir o estilo de vida Paleo e comer exatamente como nossos ancestrais (apesar do fato de que nenhum dos alimentos que comemos hoje se assemelham a alimentos que eles comiam)? Ou deveríamos tomar um café da manhã todos os dias comendo muita manteiga e ovos? E quanto ao jejum intermitente? Todas essas dietas têm seus autores e defensores, que têm certeza de que sua dieta é a melhor e mais eficaz.

Mas tudo isso leva a muita confusão. Se você já está realizando algum tipo de dieta, como você sabe se outra dieta seria melhor para você?

Qual a melhor dieta?

Devo permanecer na dieta que estou agora ou mudar para uma mais recente?

Nós todos sabemos que manter uma dieta é bem difícil. Queremos ter resultado rápido, e se não o conseguirmos a tendência é buscar uma nova dieta que seja mais eficaz.

O problema está no fato da maioria das dietas serem desenvolvidas como se fôssemos todos iguais. Mas intuitivamente, sabemos que as coisas não são assim.

Todos nós conhecemos alguém que pode comer carboidratos à vontade e não ganhar peso. Também conhecemos pessoas que só precisam olhar para uma batata para engordar.
 

Sendo assim, como a mesma abordagem pode funcionar para todos? Precisamos de uma maneira melhor para resolver isso...

Dieta baseada no DNA

E nós descobrimos: ao invés de aplicar a mesma dieta a todos, podemos usar os genes de cada pessoa, os seus por exemplo, para combiná-los a uma dieta adequada de acordo com sua composição genética. Vamos analisar como você tolera gorduras e carboidratos em nível genético para colocá-lo em uma dieta que realmente combina com você.

Um dos genes que analisamos é o gene FTO, investigado em detalhes em um estudo de 2011 publicado no International Journal of Obesity. Analisando 5.500 suecos, os pesquisadores verificaram se havia uma relação entre o gene FTO com a ingestão de gordura e com o percentual de gordura corporal. O que eles acharam foi realmente interessante.

Nas pessoas com o genótipo (resultado do exame de DNA) TT, o aumento na porcentagem de calorias provenientes da ingestão de gordura não foi associado com aumento na gordura corporal. Ou seja, não havia uma mudança real na gordura corporal dessas pessoas, independentemente de quanta gordura elas comiam.

No entanto, em pessoas com o genótipo AA, quanto mais gordura ingerirem, maior sua gordura corporal. Isso mostra claramente que as pessoas respondem de maneira diferente ao mesmo tipo de macronutriente (nesse caso a gordura), o que pode ter um grande impacto no tipo ideal de dieta para cada um. Dessa forma, indivíduos TT provavelmente podem consumir mais gordura em sua dieta - logo, uma dieta com baixo percentual de carboidratos e maior de gorduras pode funcionar bem para essas pessoas.

Já os indivíduos com genótipo AA não respondem bem a uma dieta rica em gordura - assim, precisam limitar sua ingestão de alimentos ricos em gordura.

"Dessa forma, indivíduos TT provavelmente podem consumir mais gordura em sua dieta - logo, uma dieta com baixo percentual de carboidratos e maior de gorduras pode funcionar bem para essas pessoas. Já os indivíduos com genótipo AA não respondem bem a uma dieta rica em gordura - assim, precisam limitar sua ingestão de alimentos ricos em gordura.​"

Mais estudos examinando este gene demonstram resultados similares. Um estudo de 2011 publicado no Journal of Nutrition analisou 1.000 participantes, analisando os efeitos do gene FTO e da gordura saturada no índice de massa corporal (IMC). O que eles descobriram foi que quando a ingestão de gordura saturada era baixa, não havia diferença entre os diferentes genótipos do gene FTO. No entanto, quando a ingestão de gordura saturada foi alta, aqueles com o genótipo AA apresentaram um IMC significativamente maior do que aqueles com o genótipo TT.

Mas o FTO não é o único gene que pode influenciar a ingestão e a metabolização de gordura saturada. Há um grupo de outros genes, incluindo o APOA2.

Um estudo de 2009 analisou detalhadamente este gene em 3.400 indivíduos. Os resultados foram muito semelhantes aos estudos do FTO - as pessoas responderam à gordura saturada de forma muito diferente.

Aqueles com o genótipo CC da APOA2, apresentaram IMC significativamente maior do que aqueles com o genótipo TT ao ingerirem mais de 22g de gordura saturada por dia; no entanto, este efeito não estava presente se a gordura saturada estava abaixo de 22g por dia. Parece ser bastante óbvio, então, que aqueles com o genótipo CC devem manter a ingestão de gordura saturada baixa a fim de evitar o ganho de gordura corporal.

Saber como seu corpo reage baseado na genética traz mais resultados.

Um estudo de 2007 publicado no Nutrition Journal analisou e comparou os efeitos de se realizar uma dieta padrão (sem levar em conta os resultados do exame de DNA) e uma dieta baseada no exame de DNA em um grupo de pacientes para perda de peso.

No início, quando a motivação era alta, não havia diferença entre os grupos em termos de perda de gordura. Após 100 dias, porém, a dieta baseada nos exames de DNA continuou perdendo peso, enquanto aqueles com uma dieta padrão começaram a recuperar parte do peso que haviam perdido antes, no início. Depois de um ano, aqueles que cumpriram dieta do exame genético tinham realmente perdido peso, enquanto aqueles que permaneceram na dieta padrão ganharam peso.

Esta pesquisa, dentre outras semelhantes, mostram que uma dieta que leva em conta o exame genético pode também aumentar a adesão e tornar a perda de peso mais duradouro.

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