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Como a Detoxificação pode ajudar minha saúde?

Se você já está interessado em saúde há algum tempo, sem dúvida já se deparou com o termo detoxificação ou desintoxicação.

O que esta palavra se refere é a remoção de substâncias tóxicas do corpo humano, uma função que é principalmente realizada pelo fígado. Este termo foi adotado para “dietas de desintoxicação”, que se tornam muito populares todo mês de janeiro, quando as pessoas tentam reparar os excessos do período festivo de final de ano. Essas dietas, embora inofensivas, na verdade não contribuem para a boa saúde, pois são um exemplo de dieta de moda passageira com pouca ou nenhuma evidência por trás delas.


Sempre que consumimos qualquer forma de toxina, nosso corpo tem que trabalhar para se livrar dela. Isso ocorre por meio de vários caminhos, que, como já mencionado, tendem a se concentrar no fígado. Isso ocorre principalmente em duas fases (Fase 1 e Fase 2) - resumidamente, a Fase 1 converte uma substância tóxica em uma substância menos tóxica, e a Fase 2 é o processo pelo qual o corpo é capaz de excretar essa substância menos tóxica.


Normalmente, as toxinas incluem aquelas encontradas na carne grelhada, medicamentos (incluindo paracetamol e ibuprofeno), cafeína, álcool, além de pesticidas e herbicidas encontrados nos alimentos. Dependendo de alguns polimorfismos encontrados em genes específicos, podemos ser melhores piores para a desintoxicação que acontece tanto na Fase 1 e quanto na Fase 2 - e podemos ser obrigados a evitar certos tipos de alimentos, ou consumir mais de outros, a fim de reforçar os processos de ambas as fases.

Então, o que é Desintoxicação Fase 1?


No teste DNAFit, quando analisamos a Desintoxicação Fase 1, estamos analisando especificamente como o corpo metaboliza dois compostos chamados Aminas Heterocíclicas (HCA) e Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos (HAP). Estes são compostos que se formam na carne cozida, especialmente a carne que foi cozida em temperatura elevada, por um longo período de tempo, ou foi grelhada. Quando comemos essas carnes, nosso corpo começa a metabolizá-las, e isso cria um subproduto tóxico. Este subproduto tóxico é um problema, pois geralmente é cancerígeno (potencialmente uma das razões pelas quais existe uma ligação entre o consumo de carne vermelha e o câncer). Existem, porém, 2 genes que têm impacto na rapidez com que metabolizamos os HCAs e os HPAs: esses genes são o CYP1A2, que já conhecemos sua relação com a cafeína, e o EPHX1.

Ambos os genes codificam enzimas que fazem parte do processo de desintoxicação Fase 1 e determinam se somos metabolizadores “lentos” ou “rápidos” de HCAs e PAHs. Se somos metabolizadores rápidos, obtemos uma rápida acumulação de subprodutos tóxicos, nosso corpo fica sobrecarregado, levando a efeitos prejudiciais. Se somos metabolizadores lentos, então metabolizamos os HCAs e PAHs muito mais lentamente, o que significa que obtemos um aumento muito mais suave de subprodutos tóxicos e, como tal, nosso corpo estará muito melhor para lidar com isso.

Mas o que isso significa para você? Bom, se você é um metabolizador rápido, nós recomendamos que você limite sua ingestão de carne cozida em altas temperaturas para poucas vezes por semana. Isso também significa que, quando você cozinha carne, deve tentar fazê-lo em uma temperatura mais baixa. O que pode expor a maior risco são as carnes grelhadas, e o bacon crocante (que tende a ser cozido a uma temperatura elevada durante longo tempo).

E SOBRE A FASE 2?

Como mencionado anteriormente, a Desintoxicação Fase 2 é o processo pelo qual as toxinas são preparadas para excreção do corpo. Existem 2 genes que desempenham papel importante nisso: GSTM1 e GSTT1. Esses genes são um pouco diferentes da maioria dos outros genes em nosso painel, na medida em que você os tem em sua forma completa (chamada I), ou os têm em uma forma incompleta (chamada D).

Não é incomum termos pelo menos uma versão incompleta desse gene: cerca de 50% das pessoas têm a forma D do GSTM1, e cerca de 20% das pessoas têm a forma D do GSTT1. Portanto, embora não seja incomum ter a forma incompleta de pelo menos um desses genes, esses indivíduos terão capacidade reduzida de desintoxicação da Fase 2. Isso pode soar como uma má notícia, mas há uma medida realmente simples que podemos usar para mitigar completamente esse efeito - consumir mais vegetais crucíferos.


Vegetais crucíferos são: repolho, brócolis, couve, couve-de-bruxelas, couve-flor, rabanete, etc. e contêm uma série de substâncias saudáveis, dentre as quais os isotiocianatos, que ajudam a favorecer a via de desintoxicação Fase 2.


Recomendações típicas para vegetais crucíferos são consumir de 1 a 2 porções por semana: no entanto sabe-se que se você tem pelo menos uma forma D de GSTM1 ou GSTT1, recomenda-se que você consuma pelo menos 3 a 4 porções desses vegetais por semana, a fim de para melhorar sua via de desintoxicação Fase 2.


Com base nas informações acima, fica claro que seus genes podem desempenhar um papel importante nas vias de desintoxicação, o que é importante no controle de doenças. Se você tem polimorfismos nesses genes, não há nada com que se preocupar, mas você deve fazer mudanças na sua dieta para compensar qualquer risco associado.

É isso que você está buscando? Então entre no site e invista no teste que vai mudar seus resultados:

Ou se você é médico, nutricionista, ou educador físico, saiba mais sobre nosso programa de parceria:

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