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Cafeína é ruim para mim?

Tenho certeza que você viu manchetes dizendo que muita cafeína é ruim para o coração. E tenho certeza que você também já viu os artigos dizendo como o café pode proteger nosso coração. Confuso, não é? Como em tudo, quanto de cafeína (e, portanto, de café), você pode tolerar, depende não apenas de seus genes, mas também de fatores ambientais.

Por exemplo, há um gene chamado CYP1A2, que codifica uma enzima que está envolvida em muitas reações, e é responsável por 95% de todo o metabolismo da cafeína no nosso organismo. Também sabemos que pessoas diferentes terão diferentes versões desse gene, o que significa que essa enzima pode funcionar mais rápido ou mais devagar. Pessoas com o genótipo AA são classificadas como metabolizadores rápidos de cafeína, e aqueles com os genótipos AC e CC são classificados como lentos metabolizadores.

E por que isso importa para você?

Bom, a cafeína é uma das substâncias mais consumidas no planeta. Nos EUA, a quantidade média de cafeína consumida por dia é de cerca de 300mg, o que equivale a cerca de 5 doses de café expresso (o teor de cafeína do café pode variar muito) ou 4 bebidas energéticas. No Reino Unido, por exemplo, bebe-se mais de 70 milhões de xícaras de café por dia, uma média de mais de uma por pessoa. É seguro dizer que a maioria de nós consome cafeína regularmente, mas é importante saber se isso potencialmente vai nos causar problemas de saúde.


É aí que entra o gene CYP1A2. Pesquisas mostram que, em geral, quanto maior o número de xícaras de café que uma pessoa ingere por dia, maior é o risco de ter um ataque cardíaco. Em um estudo de 2006 realizado na Costa Rica foi visto que em pessoas que consomem 4 ou mais xícaras de café por dia, o risco de um ataque cardíaco era quase duas vezes maior do que quem não consumia café.

Curiosamente, consumir café moderadamente (uma xícara por dia, por exemplo) reduziu o risco de ataque cardíaco em comparação com a ausência de café. Pode ser que o café, ou a cafeína, tenha um efeito protetor no coração, e que a partir de um certo nível de consumo algum problema pode aparecer.


No entanto, os pesquisadores deram um passo adiante e examinaram o efeito do genótipo do CYP1A2 na ingestão de cafeína, para verificar se ele teria algum impacto no risco de ataque cardíaco.

E o que eles descobriram foi muito importante. Nos metabolizadores rápidos, o risco associado ao consumo de 4 ou mais xícaras de café por dia foi pequeno, e nos metabolizadores lentos, o risco de ataque cardíaco foi maior. Isso ilustra bem as diferenças na ingestão da cafeína.

Conhecendo seu genótipo, você pode entender melhor a resposta do seu corpo à cafeína. Se você é um lento metabolizador, faz sentido limitar sua ingestão de cafeína a menos de quatro xícaras de café por dia; se você é um rápido metabolizador, isso não é tão importante. Os metabolizadores lentos também devem evitar a cafeína no final do dia - porque se eles metabolizam mais lentamente, a cafeína permanece no organismo por mais tempo, aumentando a possibilidade de distúrbios do sono.

É importante lembrar que não é apenas café que contém cafeína. Chá também tem, embora a quantidade varia com o tipo e tempo de aquecimento. Normalmente, o chá preto contém cerca de 45mg de cafeína, assim como o chá verde. Bebidas energéticas também contêm cafeína, com uma quantidade média de 30mg por 100ml. Os refrigerantes também podem ser cafeinados, com a maioria das colas tendo cerca de 35mg por lata. E não são apenas bebidas que contêm cafeína. O chocolate amargo pode ter até 30mg por barra, e os remédios mais potentes para resfriados e analgésicos também costumam ter a cafeína omo ingrediente.


Há também um segundo gene que pode ter implicações sobre a quantidade de cafeína que você consome: o gene receptor da vitamina D, ou VDR. Este gene desempenha um papel em quão bem o seu corpo utiliza a vitamina D, e os diferentes genótipos requerem diferentes quantidades de vitamina D ideais para a saúde. Também sabemos que alguns genótipos de VDR têm maior risco de perda de densidade mineral óssea quando há alta ingestão de cafeína. Uma perda de densidade mineral óssea está associada a um aumento do risco de fratura; por isso realmente vale a pena entender como o seu gene VDR pode afetar a quantidade de cafeína que você deve consumir. Acontece que os indivíduos com o genótipo CC de VDR estão em risco de uma perda significativa de densidade mineral óssea com maior ingestão de cafeína - e esse efeito não é visto em outros genótipos.


Como pode ver, saber realmente como seus genes podem afetar a quantidade de cafeína que pode consumir regularmente, te ajudará a cuidar melhor da sua própria saúde e bem-estar.

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